Por que Marilyn Monroe era mais do que um rostinho bonito?

Eu já falei da Audrey Hepburn aqui e agora quero falar sobre a Marilyn Monroe e em como podemos aprender com essa mulher que era muuuuito mais do que só um rostinho bonito.

1. Aceite seu corpo: Monroe sempre valorizava seu corpo, e ir pra frente do espelho e descobrir do que você gosta ainda é a melhor forma. Marilyn valorizava suas curvas, ao invés de tentar negá-las. Não usava roupas para esconder ou modificar, nada de roupas largas, mas peças que ressaltavam essas curvas (saias plissadas, vestidos, cintura marcada e salto agulha, por exemplo). Era o estilo dela, era o que a fazia se sentir bem.

2. Não tenha medo de ousar: e isso vale tanto pra roupas quanto pra vida. Tem uma frase dela que diz que uma garota inteligente conhece os seus limites, mas uma garota esperta sabe que não tem nenhum. Os decotes, o cabelo platinado, tudo isso fizeram de Marilyn um ícone atemporal, então se você não ousar um pouquinho, não tem como chegar a lugar nenhum.

3. Busque os seus objetivos: eu sei pode ser batido, mas quando você tem como inspiração a musa Marilyn Monroe, isso tem que ser levado ao pé da letra. Ela trabalhou em 29 filmes, durante a sua carreira curta, mesmo interpretando mulheres interessadas em dinheiro, jóias e homens, Norma Jeane nunca ficou satisfeita com esse tipo de papel, e a fim de se ter oportunidades em papéis mais sérios, ela foi para Nova York estudar método de interpretação no Actors Studio e ainda fundou sua própria empresa de produção cinematográfica, a Marilyn Monroe Productions.

 

“A imperfeição é bela, a loucura é genial e é melhor ser absolutamente ridículo do que absolutamente chato.”

xoxo

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O culto aos pés e a busca pela continuidade

Hoje eu quero falar sobre uma discussão que foi levantada durante uma das reuniões com o meu orientador de PIBIC, que é o culto aos pés presente na literatura do século 19 e em como o ser humano sempre busca um jeito de se tornar eterno, mesmo que seja por pouco tempo.

Na Bíblia os pés são considerados sagrados, podemos ver no episódio em que Maria Madalena lava os pés de Jesus com um perfume e os seca com o próprio cabelo, mas não porque ela se sentia atraída pelos pés de Jesus (como espécie de fetiche), mas porque são considerados sagrados; e um outro episódio que ilustra isso da santidade dos pés é quando Moisés fala com a sarça ardente e ela diz pra ele tirar as sandálias porque o lugar em que pisava era santo e não devia calçar sapatos estando naquele lugar.

Uma das grandes questões do século 19 era o pé como um elemento de erotização. Os Cantos de Salomão são muito exemplares na noção do erótico e do religioso, que são muito próximas, são faces da mesma moeda. Porque numa tradição cristã-católica, o corpo e a alma se separam, o sexo e a virtude são coisas separadas, até porque a ideia do contato sexual é visto de maneira negativa, por isso tem toda uma cerimônia antes disso acontecer (que é o casamento).

Mas antes de pensar no por que são faces da mesma moeda, pode-se pensar no por que as pessoas acreditam num deus e seguem uma religião. Porque o ser humano não sabe de onde vem e nem pra onde vai, e esse é o ponto, nós somos sozinhos. É o que o filósofo francês Georges Bataille vai chamar de “seres descontínuos“, a nossa condição é estarmos encerrados em nós mesmos, então por mais que nós tenhamos um vínculo de amizade, de amor, ainda assim eu sou eu e você é você, nós nunca vamos nos fundir. Então o discurso religioso, seja ele qual for, é a ideia de que de algum modo nós podemos atingir a continuidade, nós podemos transcender a nossa condição de seres descontínuos, para uma condição de contínuos, em que nós seríamos uma coisa só. Isso é a religião.

Só que o erotismo ele igualmente está à procura disso. Então qual é a forma de transcender essa minha condição de descontínuo? É pelo contato erótico, o amor é um dos elementos centrais, lembra aquele soneto de Camões: “o amador se transforma na coisa amada de tanto imaginar…“, o estar apaixonado é uma forma de eu me fundir com o objeto que eu amo. Tanto que quando a gente fala em poesias eróticas, no tempo de Camões, são poesias sobre o amor, não poesias sobre sexo. Mas também o contato sexual, que é o elemento extremo do contato amoroso, é uma forma de buscar continuidade, o orgasmo seria o ápice de quando dois seres conseguem se unir. É provisório, mas nós nos uniríamos como seres contínuos e logo nos separaríamos como seres descontínuos. Tanto que em francês a palavra orgasmo é petite mort, que é pequena morte.

A terceira via para nós nos transformarmos em seres contínuos e deixarmos a descontinuidade de sermos seres isolados é a morte, que é o momento em que acaba o nosso isolamento, é quando nós nos transformamos em algo que pertence ao cosmos. Então é por isso que o Cântico de Salomão, ele é religioso, mas ao mesmo tempo erótico e isso não é contraditório porque os dois se complementam e estão respondendo a mesma demanda que é a nossa descontinuidade.

Então o pé se torna um elemento altamente erótico e é retratado de uma forma muito forte na literatura do século 19, um exemplo disso é o livro A pata da gazela (1870), do José de Alencar, onde ele conta a história de um homem que encontrou um pé de sapato na calçada e a trama se desenrola na tentativa dele encontrar a dona daquele sapato, só que nesse meio tempo ele se apaixona pelo pé ou pelo sapato. O livro é interessante pra época, por tratar de um tema obscuro, que é o fetichismo, e causou muita polêmica,

 

“A jornada de sobrevivência pela poesia”, por Rupi Kaur

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Eu não sei nem o que dizer sobre este livro, muito menos sobre esta mulher chamada Rupi Kaur. Não me lembro muito bem como eu cheguei nas poesia dela, o fato é que cheguei e sou completamente apaixonada. Em Outros Jeitos de Usar a Boca, eu descobri que sou mesmo apaixonada por poesia, mesmo que não entenda muita coisa do que acontece, mas o que me deixou encantada é como as poesias da Rupi são simples e diretas, ainda que te deem um tiro no coração a cada linha.

As poesias, em sua maioria, são curtinhas, mas tem as que ocupam duas páginas fácil. Elas estão divididas no livro em quatro partes: a dor, o amor, a ruptura e a cura. Uma das coisas que mais me atrai no livro é que tudo é escrito sem letra maiúscula, dá um efeito bonito, não sei… posso só ser louca mesmo. 

Mas não é um livro qualquer, do tipo que você pega na estante e lê de qualquer jeito. Os temas não são nada distantes, nem com palavras que a gente não conheça. É um livro que dói. E seja na parte da dor ou na parte da cura, você se identifica de alguma forma. Tanto que antes mesmo de começar a leitura de fato, já nos deparamos com as palavras a autora: “meu coração me acordou chorando ontem à noite o que posso fazer eu supliquei meu coração disse escreva o livro

a dor

A autora traz aspectos de como é difícil ser mulher. Ela aborda temas como as relações complicadas entre pais e filhas, o teor abusivo e violento dentro das relações (seja amorosa ou familiar), a falta de autoestima, violência domestica, abuso sexual, etc. E mesmo que você não tenha passado por algum dos temas que ela traz, você sente empatia. Causa incomodo, independentemente de gênero.

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o amor

Kaur escreve aqui sobre a delícia de se estar apaixonado, sobre se sentir segura perto de alguém que cuida de você, que te compreende e que te apoia. Sobre companheirismo e confiança. Muitos poemas aqui te fazem ficar sorrindo. Ela escolhe muito bem as palavras e trabalha bastante com duplo sentido, sem a necessidade de ser vulgar. 

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a ruptura

Aqui ela discorre sobre o fim de um relacionamento. Tem muita emoção nesta parte apesar de mostra a parte ruim de um término: as brigas, a frieza, o esforço pra se manter algo que não existe mais. É uma parte triste e dolorida, como um chute no estomago.

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a cura

E então temos o renascimento, com poemas regados a autoestima e amor próprio. Rupi Kaur celebra as mulheres, na suas mais diversas formas. Tem muito sentimento de empoderamento e sororidade. Ela ainda demonstra o orgulho da sua própria herança cultura (ela é indiana).

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Os desenhos são dela também

xoxo

Las chicas del cable: liberdade feminina

Ela já estreou há varios meses, mas caramba por quê raios eu demorei tanto pra ver isso??? Ainda não sei, mas to arrependida e também por ter visto todas as duas temporadas em um dia. Por que eu faço isso eu também não sei. Enfim, o fato é que ela é incrível e merece que eu fale dela.

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Las Chicas del Cable, ou As Telefonistas, é a primeira produção da Netflix na Espanha. Traz discussões relevantes, tem uma estética primorosa e com atuações impecáveis. O livro El Tiempo entre Costuras, de Maria Dueñas é que deu origem a série (e eu já fiquei com vontade de ler só de ver algumas resenhas).

Conta a história de quatro mulheres de diferentes origens socias, que começam a trabalhar como operadoras de telefone na Espanha, na década de 1920. Alba/Lidia (Blanca Suárez), Carlota (Ana Fernández), Angeles (Maggie Civantos) e Marga (Nadia de Santiago) têm personalidades diferentes mas um sonho em comum: liberdade.

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Carlota, Alba/Lidia, Marga e Angeles

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Numa época em que as mulheres eram vistas apenas como acessórios, objetos sem poder de opinião ou decisão, “ser livre era algo que parecia impossível, porque para a sociedade as mulheres eram apenas donas de casa, mães, esposas. Não tínhamos o direito de ter sonhos nem ambições, para buscar um futuro muitas tinham que ir para longe e outras tinham que enfrentar as manhas de uma sociedade machista e retrógrada.” Essa é uma das palavras da narração de Alba logo no comecinho do primeiro episódio, que aliás é um dos motivos para ver a série, o texto narrativo é de aplaudir.

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Ainda que seja ambientada em 1928, a série levanta questões bem atuais, por exemplo Angeles que sofre com um relacionamento abusivo e tenta lutar contra leis que naquele tempo favoreciam os homens independentemente de qualquer coisa, e é claro que tem o tema dos pais ultraconservadores e autoriatários, mas todos os conflitos gerados (não tanto a parte do romance, porque ele existe) são para permear o questionamento central: o papel da mulher na sociedade.

Nem preciso dizer que o empoderamento é massa demais, ver elas juntas ao longo dos episódios, os desenvolvimentos das personagens é inspirador, como a Marga que era tímida e insegura no começo e depois de conviver com as outras constrói uma autoconfiança gigante.

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A trilha sonora é incrível, mesmo que tenha sido criticada, mas eu gostei porque dá tom a mais de progressista que a série tem. A relação de passado e presente. Aliás, tem uma bela de uma abertura (Netflix não faz uma ruim. Sem or!). Mas confesso que senti falta de mais músicas na língua espanhola, acho que pecaram um pouco nisso, levando em consideração que foi filmada em espanhol e na Espanha.

Eu achei que não ia falar, mas não vou me conter em comentar sobre os personagens masculinos, apesar de todo empoderamento feminino a gente não é cega pras belezas espanholas né. Alba/Lidia é responsável por um dos principais romances da história (mesmo que seja como pano de fundo), ela compõe o triângulo amoroso com Carlos (Martiño Rivas) e Francisco (Yon González). Ainda que seja só pra entrelaçar as tramas, você acaba escolhendo um lado hahaha.

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Francisco, Carlos e Alba/Lidia

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Muito meu casal. Aqui é #TeamCarlos

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Las Chicas nos lembram que tem muita coisa pra fazer, mas também muita coisa pra agradecer, porque mesmo que a gente já esteja no século XXI, a história é mais atual do que se fosse ambientada em pleno 2018. Tem um clima muito leve (a não ser pela segunda temporada #chocada), mas ainda com todas as criticas possíveis. Queria muito que tivesse a popularidade de outras séries, porque vale muito a pena.

E agora eu to só pela terceira temporada!

xoxo

Saia branca sem réveillon

Eu comprei uma saia branca (sim!) e eu realmente não fazia ideia de como usar (eu não sei por que faço essas coisas), mas já foi né, e eu tinha que buscar algumas inspirações de como usar a bendita saia lápis branca de renda, achei tanta coisa que resolvi fazer um post, porque uma saia branca não é um bicho de sete cabeças e também não precisa ficar com um ar de ano novo.

Saia lápis

Gorgeous Skirt Work Outfits For Office Women (19)Look com saia midi combinada com maxi tricot e bota preta.Resultado de imagem para white sneakers outfitAnn Taylor Blush Tote and Crochet Lace Skirt - so classy and feminine! || Modest Style || Modest Fashion || Modest Outfit Inspiration ||Off white oversized knit, off white laser cut lace pencil skirt, and rose gold heelswhite lace dresswhite floral skirt + slouchy grey t-shirt

Saia godê/evasê

LOOK DO DIA: LADY IN WHITEpleated skirtRalph Lauren at New York Spring 2005Yulia Proskurina - - #simplyskirtsaia midi e top off shoulder

Saia trumpet

Would love to make this skirt                              …Os cintos estão entre os acessórios mais esquecidos pelas mulheres, não é verdade?! Como podemos sair de casa sem eles, a maioria esquece do poder que...Skirt income (lace) and t-shirt grey by Camila CoelhoMeninas, estou amando cada vez mais usar vestidos com shape sereia. Acho um dos modelos de saia que mais vai bombar no próximo verão. Tem toda a sensualidade da silhueta definida junto ao charme da…THE OLIVIA PALERMO LOOKBOOK

Well, that’s it!

xoxo

Não dá pra ser um cristão café com leite

Quando Jesus andou por essa terra, a galera olhava pra Ele e pensava “meu, que cara da hora”. Em vários momentos as pessoas chegavam pra Jesus e falavam “poxa, como que eu faço pra te seguir assim?”.

Em Mateus 16:24 Jesus deixou algumas coisas claras pra quem quer seguir Ele: 1) Negar a si mesmo, tomar a sua cruz e O seguir. Primeiro que Jesus fala “quem QUISER ser meu seguidor”, nada de sigo de volta, “tem que QUERER me seguir”. Então antes de tudo, seguir Jesus deve ser uma escolha, tem que querer espontaneamente, desejar naturalmente. Foi pra nossa liberdade que Cristo morreu, então você é livre pra decidir se quer seguir ou não a Ele.

E por quê é importante negar a si mesmo pra seguir Jesus? Se eu quero seguir a Cristo, se eu quero caminhar com Ele, quero ser cheio Dele, mas para ser cheio de Jesus é preciso se esvaziar de si mesmo, para aceitá-Lo você precisa negar a si mesmo. Não dá pra encher um recipiente que já está cheio. A gente se esvazia quando negamos a nós mesmos. Quando tem espaço, Jesus vem e enche, mas temos que nos negar por completo, temos que nos esvaziar por completo.

Mas digamos que você pensou: “acho que eu não preciso me esvaziar por completo, eu vou negar a mim mesmo só em algumas áreas”, e ai então Jesus veio mas tinha um pouco de você lá ainda e quando você se esvazia só em algumas áreas, você se torna um cristão café com leite. Sabe igual nas brincadeiras de infância que tinha aquela pessoa que não valia, que estava fingindo que brincava. E tem muito cristão café com leite hoje na igreja, que não está valendo, fingindo que está seguindo Jesus. Por que ele está fingindo? Porque ele misturou Jesus com ele mesmo e não sabe se é Jesus que segue ele, se é ele que segue Jesus.

Se a gente quer parecer com Jesus, a gente tem que se esvaziar por completo, não dá pra ser cheio de Jesus se você não tem espaço pra Ele na sua vida. “Por que eu tenho que abrir mão dos meus sonhos? Eu não entendo isso”, “quer dizer que eu não posso ter vontade?”. Não é deixar de sentir vontade, não é deixar de sonhar, mas é dar prioridade ao que Deus quer pra nossa vida.

Então quando a gente nega a nós mesmos, nós estamos nos esvaziando e sendo cheios de Deus, cheios do Espírito Santo; a vontade do Pai torna-se a nossa vontade, a vontade de amar o próximo, a vontade de fazer o bem sem olhar a quem. Pra seguir a Jesus precisamos negar a nós mesmo e depois tomar a nossa cruz, que significa sacrificio pessoal. A Palavra de Deus diz que no mundo nós teremos aflições, mas a maior aflição de Jesus foi carregar uma cruz que não era Dele, uma cruz que Ele não merecia, mas Jesus enfrentou Sua maior aflição por amor.

Se eu e você queremos parecer com Jesus, é também por amor que nós devemos carregar a nossa cruz, é por amor que nós devemos fazer nosso sacrificio pessoal. E Jesus encerrou Sua resposta dizendo: “agora siga-Me”, para segui-Lo você precisa entender que Jesus não é só uma decisão, Ele não é estilo de vida, Jesus é a própria vida. Ele não é uma religião, Jesus é o caminho, a verdade e a vida.

xoxo

Moonlight: sob a luz do luar

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Pra quem gosta de filmes de estudo e desenvolvimento de personagem, Moonlight: sob a luz do luar é perfeito, a câmera de Berry Jenkins mostra a vida de um garoto negro, pobre, que vive em Miami com a sua mãe. Chiron é um personagem introspectivo e inseguro, que busca não só definir a sua sexualidade, que é o tema mais pertinente, mas também a sua identidade.

O longa é dividido em três atos: “Little”, que conta a infância de Chiron, interpretado por Alex Hibbert, e ele traz uma agonia e uma incerteza que dão identidade ao personagem. No segundo ato, “Chiron”, Ashton Sanders descobre o verdadeiro Chiron e confirma a sua identidade do menino antes desconhecido. Trevante Rhodes tem o trabalho mais difícil no último ato, “Black”, pois tem que buscar a insegurança da criança do primeiro ato e assumir a identidade alcançada na adolescência, ele tem que ser inocente e frio e consegue.

É o tipo de filme que se você não parar pra pensar sobre depois que ele acaba, provavelmente não vai gostar. Tem poucos diálogos, mas os que tem são muito bem feitos, o silêncio que tem chama a atenção, pois destaca o quanto os atores são excelentes. Tipo de produção que é pra ser admirada com os olhos, pois além do silêncio, tem uma fotografia linda, que traz muito azul, fazendo referência ao título, já que o filme é baseado na peça In Moonlight Black Boys Look Blue, que também é dito no filme como parte de um dos diálogos, e como em inglês a palavra blue tem duplo sentido (azul e triste), e é nesse duplo sentido que o visual do filme é pensado, utilizando os tons azul que remetem à luz do luar e também para representar a melancolia do personagem principal, Chiron.

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Os atores fazem jus ao Oscar de Melhor Filme: Mahershala Ali, que faz o traficante Juan, é o destaque do primeiro ato, vemos pelo Oscar de Melhor Ator Coadjuvante; Naomie Harris que faz a mãe de Chiron faz um trabalho excepcional; e também Janelle Monaé como Teresa e apareceu em cenas pontuais e foi muito bem, uma descoberta e tanto.

Talvez a única critica negativa seja a duração do longa, que poderia ter sido maior, já que teve pontos que ficaram sem nó, um pouco mais de tempo pra Chiron criança e adulto, mas não prejudica nenhum pouco. Moonlight: sob a luz do luar não vai te deixar maravilhado no final, vai ter que digerir o que foi visto e estudar a obra de arte que é.

A cena final é de tirar o fôlego!

xoxo