Rainbow Rowell nos mostra que bonito mesmo é amar o diferente

Quem é vivo sempre aparece né, pelo menos é isso que diz o ditado rs e como eu ainda na ativa, eu continuo sendo a dona disso aqui, uma dona meio ausente, mas ok. E para compensar isso, hoje eu venho com uma resenha de um livro daqueles que você vê a capa e já é viciada; quando eu vi ele todo embaladinho na prateleira da livraria e levei só pela capa ser incrivelmente linda, e não me arrependo nenhum pouco.

Antes de qualquer coisa você precisa saber que esta não é uma história de amor com o tipo de personagens que estamos acostumados. Rainbow Rowell, nos apresenta um casal pra lá de peculiar, mas incrivelmente apaixonante.

Conhecemos Park, um descendente coreano, apaixonado por música e quadrinhos e que detesta ser o centro das atenções, tem uma família perfeita, seu pai, um ex-soldado, não aceita muito essa ideia de que o filho é ser meio estranho haha. E a encantadora Eleanor, uma ruiva pra lá de estranha, sempre com roupas esquisitas, na sua visão ela é gorda, mas eu diria que é grande (como diria a minha vó: é entroncadona [se é que essa palavra exista] haha) e filha mais velha de uma família problemática.

Os dois se conhecem no primeiro dia de aula, quando Eleanor, que acabou de chegar na cidade, tem que escolher um lugar pra sentar no ônibus, mas ninguém parece muito disposto a deixar isso acontecer, e mesmo Park contrariando a sua própria ideia deixa que a menina sente do seu lado.

Apesar da relutância no início, os dois começam a conversar, enquanto dividem os quadrinhos de X-Men e Watchmen. E nem mesmo a tiração de sarro dos amigos e a desaprovação da família impede que Eleanor e Park se apaixonem, ao som de The Cure e Smiths.

Não dá pra fazer uma lista apontando as coisas que fazem esse casal ser tão perfeito, porque apesar de todo abismo entre eles, de alguma maneira um completa o outro. Mas mais do que ler, é preciso sentir como o relacionamento deles progride, como eles lidam com os preconceitos e os medos por serem tão diferentes (física e economicamente falando), a história se passa em 1986, e se hoje isso ainda é bem presente na sociedade, imagina na década de 80.

Eleanor está bem longe do protótipo de mulher perfeita: loira, olhos azuis, corpo escultural; e Park também não é do tipo que tem vários amigos e que é o popular do colégio. Adorei isso da autora não apelar para o drama que quase sempre está presente nos new adults, e tratar a história com delicadeza e sutileza, e mesmo ela tendo uma forte carga de drama e de tratar assuntos pesados como os padrões de beleza, e o bullying.

Não gosto de você, Park. Eu acho que vivo por você. Acho que nem respiro quando não estamos juntos. (…). Só o que faço quando estamos separados é pensar em você, e só o que faço quando estamos juntos é entrar em pânico. Porque cada segundo parece ser tão importante. E porque sou tão maluca, não me controle. Não sou mais minha, sou sua; e se você resolver que não quer mais me ver? Como pode me querer como eu quero você?

Essa é uma história sobre o primeiro amor, e como ele pode ser intenso e como quase sempre ele pode estar fadado a quebrar corações. Um amor que causa desespero e esperança ao mesmo tempo.

Leiam Brasil, leiam!! As vezes você nem gosta tanto de ler, mas é porque ainda não encontrou o livro certo 😉 vai que a Rainbow ganha esse lado leitor que você ainda não descobriu.

xoxo

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