A Rainha da Fofoca, Meg Cabot

Eu sinceramente espero que enquanto as aulas não voltam eu consiga manter um ritmo legal de postagens. Porque na real mesmo eu adoro escrever e quando não o faço sinto um vazio… mas sei lá, deve ser só fome mesmo haha

Então hoje eu quero escrever sobre um livro que me tirou o folêgo e enquanto eu não acabei com ele, eu não sosseguei. Foram pelo menos umas vinte horas lendo, parando só pra comer. Me prendeu de um jeito que eu nem sei. Meg Cabot fez um trabalho tão incrivel nesse livro, que ela tem o dom da escrita ninguém pode negar né. A Rainha da Fofoca foi um dos melhores livros que eu já li na vida (e eu já li muito livro), com ritmo frenético, diálogos bem construídos, em nenhum momento (pelo menos não que eu tenha visto ou que eu me lembre agora) teve baixa na história.

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A história é a seguinte: Lizzie Nichols tem um problema, ela simplesmente não consegue fechar a boca, tem a língua solta, e sempre fala mais do que devia. Mas mesmo assim ela acha que tudo vai dar certo assim que pegar o diploma da faculdade, então ela irá pra Londres e curtirá as férias com um namorado britânico que ela conhece há três meses. Só que é claro que as coisas não saem como planejadas, ela tem que fazer uma monografia pra poder se formar e é só pisar em solo britânico pra perceber que o namorado não é tudo aquilo que ela achava que fosse. E então ela está presa num país estranho com uma passagem que nem dá pra ser trocada.

Só que ainda bem que ela tem uma melhor amiga que é melhor coisa que ela poderia ter: Shari. Que está no sul da França ajudando o namorado Chaz na organização de casamentos num castelo do século XVII e Lizzie não hesita em embarcar num trem para o lindíssimo Château Mirac, que é de um amigo de Chaz, que (sem or) é um gato. Mas é claro que com a habilidade incrível da Lizzie de não saber fechar a boca ela quase põe tudo a perder, mais uma vez.

Pra falar bem a verdade, eu sofri no começo do livro, não pensei em largar, mas nossa, como a Lizzie é tonga no começo do livro. O Andrew, namorado britânico, é aquele tipo que todo mundo sabe que é canalha menos a Lizzie, tive vontade de dar uns saculejo nessa guria diversas vezes. Mas ainda bem, AINDA BEM, que depois dessa primeira parte a recompensa vem. Assim que ela embarca pra França parece outra Lizzie, outro livro. Acho que porque a gente conhece o Luke. É daqueles garotos que não existem, sabe? Que queremos pra gente e suspiramos, mas sabemos que na vida real ele não existe e se existe tem a famigerada dona, que é a vilã da história e é apenas uma pessoa que tem uma visão distorcida da vida e do dinheiro e ela não se dá tão mal assim, ela tem o fim que procurou.

Tem tudo de clichê que um romance romântico pode ter, mas a gente acaba nem ligando porque a narrativa leve e bem humorada da Meg faz a gente mergulhar na história. E o fato do livro ter mais de 400 páginas não faz dele uma enrolação sem fim, a enrolação amorosa teve o tempo certo. Confesso que pelo título esperava mais fofoca, tipo Sonia Abrão mesmo haha.

É uma leitura diferente de tudo que já conhecemos da Meg, com os livros teen dela, esse é um chick-lit voltado para o público adulto, com o tipo de conteúdo desse público. E ainda é o primeiro de uma série de três livros: A Rainha da Fofoca em Nova York e a A Rainha da Fofoca Fisgada e eu tô doida pra ler os outros dois.

A fofoca é um charme! História não passa de fofoca. Mas o escandalo é fofoca transformada em algo tedioso pela moralidade.

                                                                                          – Oscar Wilde

xoxo

Para todos os garotos que já amei: um clichê diferente

Oi amigos, eu sei que já faz tempo que eu não escrevo, mas a faculdade as séries tem ocupado muito meu tempo, só que eu não esqueci que sou dona de um blog. Então vamos ao que interessa, hoje quero falar sobre um livro que já li há algum tempo, mas nunca é tarde quanto o negócio é bom né.

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Lara Jean é a irmã do meio de três irmãs que perderam a mãe recentemente, o que leva o pai a fazer de tudo para que elas não sintam tanto essa ausência, mas dá pra perceber que as três são bem conformadas com situação, na medida do possível. Margot, que é a mais velha, é responsável e age até como uma mãe para as outras duas, até que ela resolve cursar a faculdade na Escócia passando este “posto” para Lara Jean, que ainda terá que lidar com outras coisas.

É que a Lara Jean tem o hábito de guardar suas cartas de amor em uma caixa azul-petróleo que ganhou da sua mãe. Mas não são cartas que ela recebe ou recebeu de alguém, são cartas que ela mesma escreveu: uma para cada garoto que já amou –cinco ao todo.

As cartas, elas são bem sinceras, sem rodeios, joguinhos ou fingimentos, e estão escritas coisas que a Lara Jean não diria “ao vivo“, são as confissões de seus sentimentos mais profundos. Mas até que um dia essas cartas são misteriosamente enviadas aos seus destinatários e é ai que a vida amorosa dela se transforma numa coisa que ela não pode mais controlar.

Esse livro é bem clichezinho, mas tem água com açúcar na medida certa, só que é tão apaixonante… os personagens são “gostáveis” logo de cara. E uma coisa digna de ser falada é que a autora, Jenny Han, não foca só na vida amorosa da menina, mas também relação familiar. A leitura é muito leve e rápida, quando eu vi já tava querendo a continuação, o fim é um grito de originalidade.

Não dá pra falar muito sem correr o risco de dar um spoiler. Mas não caia no senso comum de que livros YA são bobinhos, Para todos os garotos que já amei é todinho equilibrado, até pra quem é de gêmeos e capricórnio hahaha.

Se joguem nesse feriado!

xoxo

Comer Rezar Amar: uma viagem sobre a existência

“Para encontrar o equilíbrio que você busca, é nisso que você tem de se transformar. Precisa manter os pés plantados com tanta firmeza na terra que é como se tivesse quatro pernas, em vez de duas. Assim, você consegue permanecer no mundo. Mas você tem de parar de ver o mundo através da sua cabeça. Em vez disso, precisa olhar pelo coração. Assim você vai conhecer Deus.”

Se há uns quatro anos atrás me dissessem que um livro iria me fazer ver a vida por um ângulo mais leve, eu com certeza não acreditaria. Eu tinha aquele pensamento pequeno de que livro era mais pra refrescar a cabeça, digamos… Foi ai que eu ganhei de presente de um amigo o livro Comer Rezar Amar, da Elizabeth Gilbert e, meusenhordoslivrosbons, que livro incrível… Não preciso dizer que assim que o terminei fui correndo ver o filme, e é ainda mais incrível. Então, vamos ao assunto de hoje, que é sobre essa obra inspiradora 🙂

É tão bom quando uma história é limpa, fresca e leve e melhor ainda se ela for inspiradora. Elizabeth Gilbert escreveu suas memórias de viagens de um ano por Itália, Índia e Indonésia de um jeito que nos faz desejar comprar passagens agora mesmo. Com trinta anos, ela tinha tudo para ser uma mulher estável e bem sucedida, mas infelizmente (ou não) está exatamente ao contrário. É engraçado como o universo feminino é tão amplo, parece que temos acesso a espaços mais sensíveis, e assim, mesmo sem a gente perceber acaba sentindo toda a dor que a autora descreve. E mesmo se você for homem, consegue sentir isso – já pesquisei rs.

E nesse cenário todo de melancolia e desprezo, ela larga tudo e faz essa viagem de autoconhecimento, onde pode examinar aspectos da sua própria natureza. Cada lugar que ela vai representa a sua busca essencial. A Itália é o prazer sem culpa, o gosto das palavras em italiano e a boa comida. A Índia é um encontro com a divindade interior em meio ao barulho de fora, é onde ela descobre que pode sim se perdoar. E como fim da jornada, em Bali a alegria local parece facilitar o encontro das pessoas e fazer com que o amor vague livremente, é o equilibro.

Se você é daqueles que escuta uma voz lá dentro pedindo algo a mais, é uma ótima inspiração pra te fazer atender a essa voz. Não acho que viajar seja o único método capaz de curar as nossas dores, mas poucas coisas são tão conclusivas do que olhar de longe quem você era, sem que ninguém que esteja por perto tenha noção disso.

“O importante é viver e ser feliz mesmo que isso signifique deixar tudo pra trás e recomeçar, pois na vida e no amor as conquistas são feitas todos os dias.”

xoxo

Rainbow Rowell e o poder das palavras

Não existe nada mais incrível do que descobrir aquele livro que você tem certeza de que vai amar pra sempre. Aquele livro que você quer tanto saber o final, mas não quer chegar no final. E foi isso o que aconteceu comigo quando eu terminei de ler Anexos, da nossa doce Rainbow Rowell.

Quando vemos a capa num amarelo candy imaginamos uma história leve, divertida e romântica, porém sabendo da autora e como ela é (rs), nos deparamos com uma história emocionalmente intensa e que aborda assuntos complexos e com uma dor real.

Beth Fremont e Jennifer Scribner-Snyder sabem que tem alguém monitorando os seus e-mails de trabalho (é a política da empresa, todos sabem), mas elas realmente não se importam tanto assim com isso e continuam trocando e-mails intermináveis e incrivelmente hilários, discutindo cada aspectos de suas vidas.

Enquanto isso, Lincoln O’Neill não consegue acreditar que esse agora é o seu trabalho: ler os e-mails de outras pessoas. Quando ele se candidatou à agente de segurança da internet, se imaginou construindo firewalls e desmascarando hackers e não escrevendo um relatório toda vez que uma mensagem vinha acompanhada de uma piadinha suja. Quando ele se depara com as mensagens de Beth e Jennifer sabe que deve denunciá-las, mas ele não pode deixar de se divertir e cativar por suas histórias.

No momento em que Lincoln percebe que está se envolvendo, tudo indica que já é tarde demais para se apresentar. Afinal, o que ele diria…?

Com 28 anos, espera-se que a vida já esteja resolvida: um relacionamento estável, um emprego bom com um salário rentável, um bom relacionamento familiar, uma vida confortável… mas a gente sabe que nem tudo sai como o planejado e quem nem sempre vai dá pra realizar todos os desejos. E intercalando a história desses três personagens, Rowell constrói uma história que aborda as dificuldades da vida adulta, mostrando que independente da idade a vida não é fácil.

A narrativa é em terceira pessoa, mas quando ela se passa pelo Lincoln percebesse que é um tanto sentimental e dá pra notar o quando ele se acha solitário e até inadequado (no sentido mais triste da palavra). E em contraponto, e mesmo com todos os dramas, os e-mails trocados por Beth e Jennifer são engraçados e emocionalmente bons, o que dá um pouco de leveza na história. E por causa deles, Lincoln passa a se sentir vivo; ele cria um vínculo de amizade com elas, mesmo nunca tendo as visto e ainda acaba se apaixonando por uma delas. O que é incrivelmente incrível,  porque num mundo em que tudo o que importa são as aparências, Rainbow nos diz que as palavras tem o poder de conquistar um coração também.

Então é isso, pessoal. Bom fim de semana.

xoxo

Rainbow Rowell nos mostra que bonito mesmo é amar o diferente

Quem é vivo sempre aparece né, pelo menos é isso que diz o ditado rs e como eu ainda na ativa, eu continuo sendo a dona disso aqui, uma dona meio ausente, mas ok. E para compensar isso, hoje eu venho com uma resenha de um livro daqueles que você vê a capa e já é viciada; quando eu vi ele todo embaladinho na prateleira da livraria e levei só pela capa ser incrivelmente linda, e não me arrependo nenhum pouco.

Antes de qualquer coisa você precisa saber que esta não é uma história de amor com o tipo de personagens que estamos acostumados. Rainbow Rowell, nos apresenta um casal pra lá de peculiar, mas incrivelmente apaixonante.

Conhecemos Park, um descendente coreano, apaixonado por música e quadrinhos e que detesta ser o centro das atenções, tem uma família perfeita, seu pai, um ex-soldado, não aceita muito essa ideia de que o filho é ser meio estranho haha. E a encantadora Eleanor, uma ruiva pra lá de estranha, sempre com roupas esquisitas, na sua visão ela é gorda, mas eu diria que é grande (como diria a minha vó: é entroncadona [se é que essa palavra exista] haha) e filha mais velha de uma família problemática.

Os dois se conhecem no primeiro dia de aula, quando Eleanor, que acabou de chegar na cidade, tem que escolher um lugar pra sentar no ônibus, mas ninguém parece muito disposto a deixar isso acontecer, e mesmo Park contrariando a sua própria ideia deixa que a menina sente do seu lado.

Apesar da relutância no início, os dois começam a conversar, enquanto dividem os quadrinhos de X-Men e Watchmen. E nem mesmo a tiração de sarro dos amigos e a desaprovação da família impede que Eleanor e Park se apaixonem, ao som de The Cure e Smiths.

Não dá pra fazer uma lista apontando as coisas que fazem esse casal ser tão perfeito, porque apesar de todo abismo entre eles, de alguma maneira um completa o outro. Mas mais do que ler, é preciso sentir como o relacionamento deles progride, como eles lidam com os preconceitos e os medos por serem tão diferentes (física e economicamente falando), a história se passa em 1986, e se hoje isso ainda é bem presente na sociedade, imagina na década de 80.

Eleanor está bem longe do protótipo de mulher perfeita: loira, olhos azuis, corpo escultural; e Park também não é do tipo que tem vários amigos e que é o popular do colégio. Adorei isso da autora não apelar para o drama que quase sempre está presente nos new adults, e tratar a história com delicadeza e sutileza, e mesmo ela tendo uma forte carga de drama e de tratar assuntos pesados como os padrões de beleza, e o bullying.

Não gosto de você, Park. Eu acho que vivo por você. Acho que nem respiro quando não estamos juntos. (…). Só o que faço quando estamos separados é pensar em você, e só o que faço quando estamos juntos é entrar em pânico. Porque cada segundo parece ser tão importante. E porque sou tão maluca, não me controle. Não sou mais minha, sou sua; e se você resolver que não quer mais me ver? Como pode me querer como eu quero você?

Essa é uma história sobre o primeiro amor, e como ele pode ser intenso e como quase sempre ele pode estar fadado a quebrar corações. Um amor que causa desespero e esperança ao mesmo tempo.

Leiam Brasil, leiam!! As vezes você nem gosta tanto de ler, mas é porque ainda não encontrou o livro certo 😉 vai que a Rainbow ganha esse lado leitor que você ainda não descobriu.

xoxo

Qual a probabilidade de um amor à primeira vista?

Ah eu adoro resenhar livro, amo falar sobre as minhas leituras. E, hoje, começo do mês das férias eu tenho um livro ótimo pra você que vai viajar. Sabe aquela viagem cansativa, que parece que nunca mais vai terminar, que dá a impressão de que você está indo pra Marte? Então, essa dica de leitura de hoje é pro tempo passar mais rápido, afinal tempo é relativo.

E se? Três letrinhas com o peso das decisões. E se você pegar o metrô e não o ônibus? Sorrir para um estranho ou abaixar o rosto? E se Hadley tivesse saído de casa mais cedo? Quatro minutos. Duzentos e quarenta segundos. Por conta desse pequeno imprevisto cronológico, ela perde o voo. Mas encontra seu destino. Quem pode dizer que isso não faz parte de algum plano cósmico?

Quando acorda naquela manhã, Hadley só pensa que aquele será o pior dia de sua vida. Sim, ela vai para Londres. Sim, a cidade parece ser tudo o que os folders de turismo prometem. Mas o que a espera ao aterrissar em Heathrow não é a guarda da rainha. Nem o alegre badalar do Big Ben. É o fim de sua família. O novo casamento do pai – com uma sofisticada inglesa -, em meio a novos amigos, outros parentes. Uma vida sem ela.

Com o excesso de bagagem afundando seu coração, ela espera outro avião. E acaba conhecendo Oliver, um britânico com sotaque sexy lindo que a ajuda com a mala. Tanto física quanto a emocional. Num golpe de sorte, acaso, fatalidade ou fortuna, ele ocupa o assento ao lado. E ambos cruzam o oceano Atlântico discutindo o futuro, sentimentos, Dickens, literatura, o estofo das nuvens. Ou dos sonhos.

Mas depois de chegar a solo inglês, cada um segue seu rumo. Afinal, o que são algumas horas em meio à turbulência e ao péssimo serviço de bordo? Oliver e Hadley têm muito mais com que se preocupar do que o que declarar à aduana. Tudo não passou de um encontro fortuito, certo? Não trocaram telefones… Qual a probabilidade de se encontrarem de novo? Afinal, qual a probabilidade de terem se apaixonado… à primeira vista?

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A história toda se passa em 24 horas e a autora, Jennifer E. Smith, conseguiu contar a história sem ficar muito clichê e sem ficar cansativo e, apesar de ser curta, quando acaba não ficamos com aquela sensação de algo faltando, tudo se resolve no tempo certo. É narrado em terceira pessoa e com capítulos divididos em horas, o que é super legal, porque assim a gente sabe em que parte do dia está. Embora o foco seja o romance, a relação de Hadley com o pai recebe bastante destaque.

O livro me lembrou as histórias da Meg Cabot, onde a gente sempre suspira pelo par romântico. E só da autora ter colocado que o Oliver (suspiros) tem sotaque britânico já é motivo pra se apaixonar. Porque Oliver é apaixonável.

“A história de Oliver e Hadley mostra que o amor, diferentemente das bagagens, jamais  se extravia.”

Pra quem acredita em destino é a história certa. E pra quem acredita em amor à primeira vista também. Mas se você é igual a mim e não acredita nisso, o livro também é pra você rs. Acho que não existe amor à primeira vista, porque o amor é algo que você constrói, amor é algo mais concreto, que precisa de duas partes para se solidificar. Acredito sim, em paixão à primeira vista e que pode sim, virar amor.

Mas e você, acredita em amor à primeira vista? Quais são as chances de algo tão impressionante assim acontecer? Qual a probabilidade estatística do amor à primeira vista? Responde pra mim aqui embaixo.

♥•♥

Bom final de semana

xoxo

Um livro extraordinário

Sabe galerê, eu amo livro, demais, muito, pra caramba. Eu quase nem falo aqui, pra não ficar chato e cansativo, mas o fato é que se eu pudesse eu só falaria de livro, e por causa disso hoje eu vou resenhar um livro digno de Oscar (mas isso não existe, eu sei).

Extraordinário é tipo de livro perfeito. Com personagens perfeitos. Diálogos perfeitos. Capa perfeita. Diagramação perfeita. Tudo perfeito. O livro escrito por R.J. Palacio é do tipo que todas as escolas deveriam ter na lista de leituras obrigatórias. É uma lição de vida.

August Pullman, ou só Auggie, nasceu com uma síndrome genética cuja sequela é uma severa deformidade facial, que lhe impôs diversas cirurgias e complicações médicas. Por isso ele nunca frequentou uma escola de verdade… até agora.

Todo mundo sabe que é difícil ser um aluno novo, mais ainda quando se tem um rosto tão diferente. Prestes a começar o quinto ano em um colégio particular de Nova York, Auggie tem uma missão nada fácil pela frente: convencer os colegas de que, apesar da aparência incomum, ele é um menino igual a todos os outros.

O livro é narrado pelo Auggie, mas também pelos seus amigos e familiares. Com momentos emocionantes e descontraídos, revela o impacto que uma pessoa pode provocar na família, na vida dos amigos e na comunidade. E falando de August Pullman, o impacto é forte e extraordinariamente positivo.

Quando tiver que escolher entre estar certo e ser gentil, escolha ser gentil.

Então amiga ou amigo que está ai, meio pra baixo, meio desanimado, compre o livro, leia-o. A Editora Intrínseca mudou a capa, que na primeira edição era branca com vermelho, baixou o preço para que as pessoas leiam, para que todos entendam que a felicidade e a mágica da vida está nas pequenas coisas, que a sua aparência não supera o valor da sua essência (oi, post de autoajuda).

Recomendo pra todo mundo que quer ter uma leitura leve, incrível, maravilhosa e emocionante. E além de tudo isso, como se não bastasse, o livro tem frases incríveis.

Isso é tudo pessoal

xoxo