Tecidos que vão bombar nesse outono/inverno

Se tem uma coisa massa é roupa de frio, sério não tem como não se sentir linda usando elas e é por isso que escolher o tecido faz toda a diferença na hora de montar o look, sendo assim, hoje eu lhes trago três tecidos que prometem arrasar com nossos corações nessas duas estações frias.

Tecidos metalizados: brilho futurista

O brilho vai continuar em alta (amém!), com os tecidos metalizados, as lantejoulas e paêtes passam a fazer parte de forma integral no nosso guarda-roupa. Eles deixam de ser apenas da noite e agora vêm circular nas produções do dia-a-dia, dando aquele arzinho mais glamouroso. Dá pra combinar com quase tudo, principalmente com a alfaiataria clean e com peças de inspiração militar, vão bem também nos sapatos (e as botinhas de cano curto já são febre).

Tecidos de veludo: sensível ao toque

O veludo é aquele tecido que sempre esteve presente, mas que a gente nunca deu muito valor por achar meio brega, meio coisa de festa, só que parece que neste ano ele perdeu toda a vergonha na cara e vem com tudo, principalmente na pegada brilhante (já dita acima), com o que chamamos de veludo molhado. Vai com looks casuais e até os de festa mesmo e dá pra combinar com tricô, jeans e até com as transparências e renda que vou falar daqui a pouco.

Tecidos com transparências e renda: use com moderação

Elas vêm nas saias, vestidos, camisas e prometem fazer sucesso. A renda tinha perdido um pouco o espaço nas últimas temporadas, mas ela veio forte agora nos vestidos de manga comprida e combinadas com as peças de alfaiataria (que pelo jeito, jamais sairão de moda né). Diferentemente da transparência que ganhou espaço nos últimos tempos, principalmente nas estações frias, porque misturadas com peças pesadas e/ou sobrepostas com outras peças, ela deixa de ser vulgar e sem passar frio. O tule é quem vem dominando, mas tem pra todos os gostos: mouselline, organza, crepe e chiffon.

Chegamos a conclusão (pelo menos eu cheguei) de que o que era usado em roupas de festas passou a fazer parte do time do dia e, sério, que bom, porque não existe mais legal do que poder misturar sem medo.

That’s it

xoxo

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O que Orgulho e Preconceito me ensinou

Mais de duzentos anos desde o seu lançamento e ainda continua nos ensinando a ser forte e independente como Elizabeth Bennet e suspirar com o nosso eterno crush, Mr. Darcy, que é aquela pessoa que desafia a gente no mesmo tanto que desafiamos a ele, aquela pessoa que nos obriga a crescer e a ver o mundo de outra perspectiva.

E é por isso que o romance de Jane Austen é tão incrível e atravessa gerações, porque apesar de todo mel, o tal do empoderamento feminino tá ali, escondidinho, no meio do conservadorismo dos idos de 1813. Elizabeth é muito clara quando nos ensina que casar só quando estiver perdidamente apaixonada… ou amar ardentemente!

1 Quando alguém falar que você é “tolerável”…

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… você deixa a pessoa falando sozinha e vale também para quando tentarem te diminuir. Até porque, você não é obrigada a nada né.

2 Tudo bem se você tiver um gosto diferente

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A diversidade tá ai pra isso e o bom é que sempre vai existir aquela pessoa que concorda com você e que também prefira uma tarde na livraria à uma noite de dança.

3 Nós só precisamos de foco, força e fé

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Pode falar o que quiser de Mr. Darcy, mas jamais diga que ele não é determinado. Mesmo não demonstrando e colocando os seus sentimentos em dúvida (por nós também), ele não desistiu de cara.

4 Relacionamentos à distância são uma droga

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Mas se você quiser de verdade, eles funcionam. Cada um tem a sua opinião a respeito, mas, por experiência própria, eles machucam hein, e o reencontro é uma das melhores coisas do mundo, a gente passa a valorizar o tempo disponível.

5 Não ser tão radical

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Algumas coisa ditas em voz alta são fortes demais. A não ser que você esteja em um romance do século XIX, um “nunca mais” pode ser facilmente substituído por um “eu vou te dar um tempo pra você pensar.

6 Mas as vezes, poucas palavras podem sim resolver o assunto

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Claro que elas são as mais difíceis de dizer, mas são sempre as que mais valem a pena, um “te amo” ou um “me perdoe” pode dar fim as noites de insônia.

7 E no fim, a verdade é uma só

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Somos todos tolos no amor e na vida: eu, você, a Elizabeth, a sua amiga, sua vizinha…

xoxo

Um clássico por mês: seis motivos para ver Casablanca

Segundo filme da lista dos clássicos: Casablanca. Que é uma cidade marroquina, por onde passavam os fugitivos da Segunda Guerra Mundial. E nela se encontra o exilado americano Rick Blaine (Humphrey Bogart), que dirige uma das principais casas noturnas da região. No lugar, ele reencontra Ilsa Lund (Ingrid Bergman), sua ex-amante que partiu seu coração. Ela agora está com o marido, Victor (Paul Henreid), um homem da resistência francesa que precisa da ajuda de Blaine para fugir dos nazistas.

1 É um filme de amor:

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O romance foge de tudo que já tinha se visto no cinema naquela época. Com uma história de amor madura e real, Ilsa e Rick não são aquele casal estereotipado que tem que ter um “felizes para sempre”

2 O roteiro foi improvisado:

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Tem como não gostar de um filme sem roteiro? (hahaha) ele foi baseado numa peça de teatro dos anos 30, chamada “Everybody comes to Rick”, mas o roteiro do filme foi escrito ao longo das filmagens, o que gerou uma desconfiança no meio cinematpgráfico, mas toda a combinação de romance com drama e humor, surpreendeu e amém por isso.

3 Frases atemporais:

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Eu, você, a torcida do Flamengo, já dissemos em algum momento da nossa vida alguma das frases do filme, mesmo que metade não tenha visto. A frase “nós sempre teremos Paris” nasceu com Rick e “este é o início de uma bela amizade” veio no final do filme… uma cena e tanto.

4 Homens são sensíveis sim:

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E mais do que deixam parecer. Toda superioridade emocional do nosso heroi Rick desaparece quando ele reencontra a Ilsa, ainda que ela tivesse magoado ele. O bichin sofre com esse reencontro hein, como sofre. E ainda joga na cara de todo mundo que homem chora sim… e por amor, principalmente.

5 O figurino da Ilsa:

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Esse é um motivo bem fútil, mas se reparar bem toda a elegância com que ela se veste, os casacos bem ajustados, modelos de dar inveja até mesmo no preto e branco, revelam que ainda que por fora ela se mostre equilibrada e forte, por dentro está cheia de dúvidas.

6 Cultural, histórico e esteticamente significativo:

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É o que foi considerado em 1989. Sendo nomeado, em 2005, como um dos 100 melhores filmes dos últimos 80 anos pela Time. Além de receber oito indicações ao Oscar de 1943, levando em três categorias: Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Roteiro Adaptado.

Casablanca é o cinema em sua máxima expressão, um filme que transcende a época em que foi feito, que prende e emociona qualquer espectador, que revela que o clássico está nos detalhes e em uma conjunção quase aleatória de fatores.

xoxo

Músicas do Imagine Dragons que eu não canso de ouvir

Meu relacionamento com essa banda incrível começou quando eu vi o trailer do filme As Vantangens de Ser Invisível e tocou It’s Time, foi amor à primeira ouvida. Aí depois veio Radioactive, Demons, Amsterdam e por ai foi…

Não sei que tipo de feitiço esses caras usam, mas sei que funcina, muito difícil ficar mais de dois dias sem ouvir alguma coisa deles.

Radioactive:

I’m waking up / I feel it in my bones / Enough to make my system blow / Welcome to the new age, to the new age / Welcome to the new age, to the new age

Demons (esse é um dos meus vídeos preferidos):

Your eyes, they shine so bright / I want to save that light / I can’t escape this now / Unless you show me how

Amsterdam:

Your time will come / if you wait for it, if you wait for it / It’s hard, believe me, I’ve tried / But I keep coming up short

Bleeding Out:

I’m bleeding out / So if the last thing that I do / Is bring you down / I’ll bleed out for you

On Top Of The World:

I could’ve gave up then, but / Then again I couldn’t have ‘cause / I’ve traveled all this way for something

It’s Time:

I don’t ever want to let down / I don’t ever want to leave this town / ‘Cause after all / This city never sleeps at night

That’s it

xoxo

It’s trend: moletom com saia midi

A gente sabe que bateu aquele vento gelado, o moletom já está na mão e há boatos de que no inverno desse ano ele vem com tudo e assim a moda street vai ganhando cada vez mais espaço no nosso armário e no nosso coração… eu sou suspeita porque se tem uma coisa que vai bem nesse frio aqui de Curitiba é o tal do moletom.

As cores neutras ainda são sucesso, mas escolher aqueles com um toque divertido é sair da zona de conforto… se bem que o moletom já é a zona de conforto, mas longe de não ser glamouroso se a gente adicionar renda, brilho e um salto (por que não?!)

E pra nós que usamos saias midi e a amamos, não vejo porque não usar com moletom, até porque a nossa moda é a gente quem faz. Let’s see:

Não dá pra negar que o moletom é mais do que uma peça de ficar em casa naquele dia chuvoso. Ainda bem que descobrimos um jeito de usar com salto e saia-nossa-de-cada-dia.

That’s all!

xoxo

Um clássico por mês: seis motivos para ver O Poderoso Chefão

Esse ano eu pretendo fazer um projeto de mim para mim mesma. É simples, vou assistir pelo menos um filme clássico por mês. Serão doze filmes que eu vou escrever sobre aqui e vou dar seis motivos de por que assistir, mas provavelmente vou assistir mais que isso. Eu já os escolhi, mas é claro que isso não me impede de mudar no meio do caminho, e eles estão selecionados entre a minha lista pessoal, de referências em séries que eu vi e listas alheias, tem vários do século passado e pelo menos uns dois desse em que vivemos. E pra começar, eu escolhi o clássico dos clássicos, o topo de qualquer lista sobre melhores filmes de todos os tempos: O Poderoso Chefão.

Baseado no romance homônimo, de 1969, de Mario Puzo, ele segue a vida de Michael Corleone enquanto ele se transforma no implacável Don.

1 Francis Coppola e Mario Puzo criaram um roteiro tão complexo, com vários personagens importantes e muito bem desenvolvidos e amarram todas as pontas com uma perfeição, e só isso já é um motivo suficiente.

2 Tem diálogos tão incríveis, com frases geniais e memoráveis, como a dita por Vito Corleone e que Michael repetiu ao longo de toda trilogia “I’m going to make him an offer he can’t refuse.” (Eu vou fazer uma proposta que ele não poderá recusar).

3 Eles até podem ser mafiosos, mas sempre vão levar em conta os valores da família. A comida preparada pela esposa é tão importante quanto cumprir uma ordem do chefe da máfia.

4 A atuação de Marlon Brando como Don Vito Corleone é lendária. Com menos de 50 anos na época, ele conseguiu um perfeito senhor de idade já no fim da vida, através das bochechas inchadas, do olhar cansado, da sobrancelha cerrada e da voz rouca. O que lhe rendeu o Oscar de Melhor Ator.

5 E o que falar da atuação de Al Pacino? Coppola comprou uma verdadeira briga com os chefões da Paramount pra colocar ele como Michael Corleone, que no começo não quer se envolver nos negócios da família e se torna em uma pessoa extremamente confiante e respeitada. Al Pacino é muito competente na árdua tarefa de contracenar com um monstro sagrado como Marlon Brando

6 Venceu o Oscar de 1973 nas categorias de Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Filme. E ainda inspirou praticamente todos os filmes de gângster que vieram a seguir.

As três horas do primeiro filme são é pouco!

xoxo

A Rainha da Fofoca, Meg Cabot

Eu sinceramente espero que enquanto as aulas não voltam eu consiga manter um ritmo legal de postagens. Porque na real mesmo eu adoro escrever e quando não o faço sinto um vazio… mas sei lá, deve ser só fome mesmo haha

Então hoje eu quero escrever sobre um livro que me tirou o folêgo e enquanto eu não acabei com ele, eu não sosseguei. Foram pelo menos umas vinte horas lendo, parando só pra comer. Me prendeu de um jeito que eu nem sei. Meg Cabot fez um trabalho tão incrivel nesse livro, que ela tem o dom da escrita ninguém pode negar né. A Rainha da Fofoca foi um dos melhores livros que eu já li na vida (e eu já li muito livro), com ritmo frenético, diálogos bem construídos, em nenhum momento (pelo menos não que eu tenha visto ou que eu me lembre agora) teve baixa na história.

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A história é a seguinte: Lizzie Nichols tem um problema, ela simplesmente não consegue fechar a boca, tem a língua solta, e sempre fala mais do que devia. Mas mesmo assim ela acha que tudo vai dar certo assim que pegar o diploma da faculdade, então ela irá pra Londres e curtirá as férias com um namorado britânico que ela conhece há três meses. Só que é claro que as coisas não saem como planejadas, ela tem que fazer uma monografia pra poder se formar e é só pisar em solo britânico pra perceber que o namorado não é tudo aquilo que ela achava que fosse. E então ela está presa num país estranho com uma passagem que nem dá pra ser trocada.

Só que ainda bem que ela tem uma melhor amiga que é melhor coisa que ela poderia ter: Shari. Que está no sul da França ajudando o namorado Chaz na organização de casamentos num castelo do século XVII e Lizzie não hesita em embarcar num trem para o lindíssimo Château Mirac, que é de um amigo de Chaz, que (sem or) é um gato. Mas é claro que com a habilidade incrível da Lizzie de não saber fechar a boca ela quase põe tudo a perder, mais uma vez.

Pra falar bem a verdade, eu sofri no começo do livro, não pensei em largar, mas nossa, como a Lizzie é tonga no começo do livro. O Andrew, namorado britânico, é aquele tipo que todo mundo sabe que é canalha menos a Lizzie, tive vontade de dar uns saculejo nessa guria diversas vezes. Mas ainda bem, AINDA BEM, que depois dessa primeira parte a recompensa vem. Assim que ela embarca pra França parece outra Lizzie, outro livro. Acho que porque a gente conhece o Luke. É daqueles garotos que não existem, sabe? Que queremos pra gente e suspiramos, mas sabemos que na vida real ele não existe e se existe tem a famigerada dona, que é a vilã da história e é apenas uma pessoa que tem uma visão distorcida da vida e do dinheiro e ela não se dá tão mal assim, ela tem o fim que procurou.

Tem tudo de clichê que um romance romântico pode ter, mas a gente acaba nem ligando porque a narrativa leve e bem humorada da Meg faz a gente mergulhar na história. E o fato do livro ter mais de 400 páginas não faz dele uma enrolação sem fim, a enrolação amorosa teve o tempo certo. Confesso que pelo título esperava mais fofoca, tipo Sonia Abrão mesmo haha.

É uma leitura diferente de tudo que já conhecemos da Meg, com os livros teen dela, esse é um chick-lit voltado para o público adulto, com o tipo de conteúdo desse público. E ainda é o primeiro de uma série de três livros: A Rainha da Fofoca em Nova York e a A Rainha da Fofoca Fisgada e eu tô doida pra ler os outros dois.

A fofoca é um charme! História não passa de fofoca. Mas o escandalo é fofoca transformada em algo tedioso pela moralidade.

                                                                                          – Oscar Wilde

xoxo