Um clássico por mês: seis motivos para ver Casablanca

Segundo filme da lista dos clássicos: Casablanca. Que é uma cidade marroquina, por onde passavam os fugitivos da Segunda Guerra Mundial. E nela se encontra o exilado americano Rick Blaine (Humphrey Bogart), que dirige uma das principais casas noturnas da região. No lugar, ele reencontra Ilsa Lund (Ingrid Bergman), sua ex-amante que partiu seu coração. Ela agora está com o marido, Victor (Paul Henreid), um homem da resistência francesa que precisa da ajuda de Blaine para fugir dos nazistas.

1 É um filme de amor:

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O romance foge de tudo que já tinha se visto no cinema naquela época. Com uma história de amor madura e real, Ilsa e Rick não são aquele casal estereotipado que tem que ter um “felizes para sempre”

2 O roteiro foi improvisado:

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Tem como não gostar de um filme sem roteiro? (hahaha) ele foi baseado numa peça de teatro dos anos 30, chamada “Everybody comes to Rick”, mas o roteiro do filme foi escrito ao longo das filmagens, o que gerou uma desconfiança no meio cinematpgráfico, mas toda a combinação de romance com drama e humor, surpreendeu e amém por isso.

3 Frases atemporais:

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Eu, você, a torcida do Flamengo, já dissemos em algum momento da nossa vida alguma das frases do filme, mesmo que metade não tenha visto. A frase “nós sempre teremos Paris” nasceu com Rick e “este é o início de uma bela amizade” veio no final do filme… uma cena e tanto.

4 Homens são sensíveis sim:

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E mais do que deixam parecer. Toda superioridade emocional do nosso heroi Rick desaparece quando ele reencontra a Ilsa, ainda que ela tivesse magoado ele. O bichin sofre com esse reencontro hein, como sofre. E ainda joga na cara de todo mundo que homem chora sim… e por amor, principalmente.

5 O figurino da Ilsa:

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Esse é um motivo bem fútil, mas se reparar bem toda a elegância com que ela se veste, os casacos bem ajustados, modelos de dar inveja até mesmo no preto e branco, revelam que ainda que por fora ela se mostre equilibrada e forte, por dentro está cheia de dúvidas.

6 Cultural, histórico e esteticamente significativo:

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É o que foi considerado em 1989. Sendo nomeado, em 2005, como um dos 100 melhores filmes dos últimos 80 anos pela Time. Além de receber oito indicações ao Oscar de 1943, levando em três categorias: Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Roteiro Adaptado.

Casablanca é o cinema em sua máxima expressão, um filme que transcende a época em que foi feito, que prende e emociona qualquer espectador, que revela que o clássico está nos detalhes e em uma conjunção quase aleatória de fatores.

xoxo

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Um clássico por mês: seis motivos para ver O Poderoso Chefão

Esse ano eu pretendo fazer um projeto de mim para mim mesma. É simples, vou assistir pelo menos um filme clássico por mês. Serão doze filmes que eu vou escrever sobre aqui e vou dar seis motivos de por que assistir, mas provavelmente vou assistir mais que isso. Eu já os escolhi, mas é claro que isso não me impede de mudar no meio do caminho, e eles estão selecionados entre a minha lista pessoal, de referências em séries que eu vi e listas alheias, tem vários do século passado e pelo menos uns dois desse em que vivemos. E pra começar, eu escolhi o clássico dos clássicos, o topo de qualquer lista sobre melhores filmes de todos os tempos: O Poderoso Chefão.

Baseado no romance homônimo, de 1969, de Mario Puzo, ele segue a vida de Michael Corleone enquanto ele se transforma no implacável Don.

1 Francis Coppola e Mario Puzo criaram um roteiro tão complexo, com vários personagens importantes e muito bem desenvolvidos e amarram todas as pontas com uma perfeição, e só isso já é um motivo suficiente.

2 Tem diálogos tão incríveis, com frases geniais e memoráveis, como a dita por Vito Corleone e que Michael repetiu ao longo de toda trilogia “I’m going to make him an offer he can’t refuse.” (Eu vou fazer uma proposta que ele não poderá recusar).

3 Eles até podem ser mafiosos, mas sempre vão levar em conta os valores da família. A comida preparada pela esposa é tão importante quanto cumprir uma ordem do chefe da máfia.

4 A atuação de Marlon Brando como Don Vito Corleone é lendária. Com menos de 50 anos na época, ele conseguiu um perfeito senhor de idade já no fim da vida, através das bochechas inchadas, do olhar cansado, da sobrancelha cerrada e da voz rouca. O que lhe rendeu o Oscar de Melhor Ator.

5 E o que falar da atuação de Al Pacino? Coppola comprou uma verdadeira briga com os chefões da Paramount pra colocar ele como Michael Corleone, que no começo não quer se envolver nos negócios da família e se torna em uma pessoa extremamente confiante e respeitada. Al Pacino é muito competente na árdua tarefa de contracenar com um monstro sagrado como Marlon Brando

6 Venceu o Oscar de 1973 nas categorias de Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Filme. E ainda inspirou praticamente todos os filmes de gângster que vieram a seguir.

As três horas do primeiro filme são é pouco!

xoxo